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terça-feira, 28 de março de 2017

Passeando por Nova Pádua, Nova Roma do Sul, Bento Gonçalves e Pinto Bandeira.RS

O caminho por si só já vale o passeio, repleto de parreirais para todos os lados, vales e montes, realmente uma paisagem que nos remete ao velho mundo. 

Nova Pádua: vizinha a Flores da Cunha, com o bonito pórtico anunciando “Pequeno Paraíso Italiano”, depois foi curtir a bela igreja e a praça com um chafariz. Cidadezinha pacata, bem interiorana, deve ser ótima pra quem gosta de calmaria. Diz que Nova Pádua possui turismo de aventura também, arvoristo ectecetera e tal, mas não é minha praia, não me informei sobre isso. E segui viagem por um trecho de estrada de chão, o GPS apontava 13 km até Nova Roma do Sul, próxima parada.









Nova Roma do Sul: Nova Roma foi uma surpresa atrás da outra, primeiro a estrada de chão que não havia planejado, mas até aí de boas, nada que já não esteja acostumado, e no meio do caminho,
um rio, e uma balsa. Grata surpresa, confesso que cruzar balsa, sóhavia feito em Porto Seguro, já trabalhei na cidade de Mata.RS, onde existe uma balsa, na localidade de Vila Clara, mas confesso que em 9 anos por lá, nunca cruzei a tal balsa, eis minha oportunidade em Nova Roma. Balsa puxada a muque, por dois homens, e vamos atravessando calmamente o rio, bem caudaloso, e desfrutando de um momento impar, curtindo uma linda tarde de sol, e a vista do Rio. Como diria Antony Bordain, “A Vida É Boa”. Cinco pila pelo passeio, “ta barato pra caramba”, e
segue o baile, logo adiante, um piso, e uma cachoeira que passa por baixo dele, outro bonito cenário. Mais adiante mais incrível ainda, um mirante de onde se pode ver uma Usina jorrando águas a plenos pulmões. Mais adiante, mais umas cachoeiras pequenas a beira da estrada que vale a parada, diz que também o tal do Cachoeirão, mas aí era de mais pra um dia só, meu coração não ia agüentar, tive que passar. E logo estamos no centro da cidade, com uma bonita praça e igreja, alguns casarões
estilo Antônio Prado, a cidade parece muito bem organizada e desenvolvida. Já estava encantado e satisfeito com Nova Roma, mais tinha mais, uma estrada a descer extremamente sinuosa, e bem divertida pra quem como eu gosta de dirigir. Em Linha Castro Alves um bonita igreja, diz que tem uma gruta também, mas não fui atrás. Mais a frente a placa
anunciando um cemitério Suéco Luterano, ual! Mas me passei e não achei o cemitério, mas sem frustração, pois, mais adiante o que temos? Uma ponte de Ferro, onde passa um carro de cada vez. A ponte tri da massa, e a visão ao por ela passar também fantástica. Mais adiante, mais curva sinuosas e diversão ao volante, de um lado um morro de pedras, e do outro o rio. E no caminho uma cachoeira! Isso mesmo, uma cachoeira descendo do morro ao lado da estrada, Sul Real! Aí já estávamos em Farroupilha, em direção a Pinto Bandeira, mas no caminho, o Caminho de Pedras de Bento Gonçalves. 


Bento; Caminhos de Pedra repleto de atrativos turísticos, belos casarões de pedra ou madeira, transformados em restaurantes em sua maioria, deu para clicar alguns que havia visto apenas pela internet, como A Casa da Ovelha, e Casa da Erva Mate, está é minha segunda passagem por Bento e ainda não pude me dedicar como a cidade merece, quem sabe na terceira.









Pinto Bandeira. Muitas vinícolas na estrada, para onde se olhar, e no caminho um cachoeirão, que não deu pra tirar fotos por não ter onde parar. No centro foi tirar foto da igreja e da praça central com o interessante monumento ao colono. 
Passeiozinho show de bola de 3 horas ida e volta, saindo de Caxias, três cidades novas pro caderninho agora são 109, e fica a dica Nova Roma vale muito a visita. 



Outras Fotos:








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terça-feira, 21 de março de 2017

Conhecendo a Cidade Mais Italiana do Brasil. Antônio Prado e Ipê.RS.Mar/2017

Mais um dia de explorar a Serra Gaúcha, e o destino é Antônio Prado, a cidade mais italiana do Brasil, pelo menos assim a cidade se auto-intitula. De Caxias a Antônio Prado são 45 de asfalto, com 1 pedágio, muitas curvas numa estrada de serra costeando um monte, no caminho várias placas vendendo uva e vinho, também não podia ser diferente pois o caminho faz parte da Rota da Uva e do Vinho. Antes de A Prado, visitei Ipê, mais pra fazer check in mesmo, pois,
já imaginava que a cidade não devia ter muitos atrativos. Ipê capital brasileira da Agroecologia, pelo menos era isso que dizia a placa na entrada, enfim confesso que desconheço por completo o tema, e não tinha muito tempo pra descobrir. Ipê aparenta ser uma cidade bem pequena mesmo, aí é seguir o praxe de sempre fotos na igreja e praça central. Chato que em cidade não turísticas, o turista é que vira atração. Os nativos ficam olhando com aquela cara de
desconfiança. Infelizmente Ipê não foi convidativa a maiores explorações, e seguimos para a cereja do bolo. De chegada Antônio Prado já vai encantando com um belo pórtico, e seguimos para o centro histórico, be indicado por placas. O lugar parece um cenário de filme, me lembrou muito Laguna SC. E se em Santa Catarina são as casarões estilo colonial português que saltam aos olhos, no caso gaúcho são os casarões estilo Italiano, muito bem preservados e a maioria deles feitos de madeira. Mas as parecenças acabam por aí,

pois, Laguna tem aquela “good vibe” praiana, já A Prado, é terra de colonos italianos, falando alto na rua, e daquele jeito peculiar que só eles tem. Deixei o carro no centro, e fui andar pela cidade, realmente a cidade é um belo destino para o turismo fotográfico, da para tirar ótimas fotos. Uma casa mais linda que a outra, de matizes variadas, compondo conjuntos de duas ou três formando belos quadros em tons e formas. A igreja também é um espetáculo a parte, uma das
mais lindas do estado com certeza, na minha modesta opinião uma das 10 mais, opinião de quem já viu mais de 200 no RS. E a grata surpresa foi haver uma gruta bem próxima ao centro, de a pé é uma boa subida, mas me arrisquei, e vale a pena, o lugar é lindo, de fé e paz, além da beleza impar. Parecida com a de São Pedro de Alcântara.SC, mas essa com uma cascatinha. Recomendo a visita. De resto foi andar pelo centro, bem movimentado, numa tarde de domingo, cheio de nativos e turistas, visitar a casa de artesanato, e A Prado também parece ter boas opções para um lanche ou café, mas por estar tudo meio cheio, preferi deixar para uma próxima. E assim mais duas cidades gaúcha para o caderninho, agora são 106, e fica a dica de um passeio bem legal, pra quem quiser conhecer a serra gaúcha.   


Fotos de Ipê aqui: Ipê.RS

Mais fotos de A Prado:









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Conhecendo a terra de Hércules Galló. em Galópolis, Caxias do Sul.RS.Mar.2017

Final de semana em Caxias, é um bom convite para continuar conhecendo a cidade, e o destino escolhido dessa vez é Galópolis, que me chamava muito a atenção, por possuir uma vila com construções estilo inglês, acho que algo único em nosso estado. E me fui! O bairro fica a 10 km do centro da cidade bem pertinho, e o caminho é bonito, estrada de serra, sinuosa, e costeando um morro. Chegando a Galópolis tem que cuidar, se não passa do vilarejo de
tão pequeno que é. Deixei o possante estacionado perto da igreja, onde fica a vilinha inglesa, belas construções. Fiquei muito curioso para ver as casas por dentro, mas são habitadas, e não estão abertas a visitação que eu saiba. Depois foi dar mais uma voltas pela vila, que não tem muita coisa, possui um córrego de correnteza bem intensa, que cruza todo lugar, e deságua numa bela cachoeira, conforme fiquei sabendo mais tarde. De ruim não ter nenhuma placa indicando nada, e assim fui meio a rumo. Possui algumas
bonitas casas antigas estilo italiano, uma fabrica, antigo lanifício do fundador da vila Hercules Galló, mas atualmente pertence a cooperativa local e também não da pra visitar, o que é ruim, pois as edificações da fabrica também parece muito interessantes. Próximo a fabrica pude ver um bela casa, no alto de um dos morros, e fui la ver do que se tratava, e é o museu Galló. A casa do fundador, uma obra arquitetônica belíssima, com duas edificações que serviam de casa para Galló e sua família, e um anfiteatro para eventos. O museu talvez seja o mais bonito de Caxias, já que já havia ido no museu do  monumento do Imigrante, que é bem pequeno, mais uma amostrar que museu; o da casa de pedra, que também é pequeno; e o Museu Municipal, maior, com mais peças, mas nada surpreendente. Todos museus com visita guiada, e entrada franca. O
Museu Galló conta um pouco da história da imigração, do Galló, um italiano, que pra mim tem nome de espanhol, mas enfim. Que encasquetou de fundar um lanifício no lugar, e como era um homem viajado, inventou também de criar uma vila para os operários com arquitetura no estilo inglês, então de inglês só o estilo, pois, até onde conta a historia, nenhum inglês morou por lá. Mas mesmo assim é legal o lugar. Então de Galópolis era isso pessoal, um bom e pacato destino para um final de semana, para passear e tomar um mate. 




Mais fotos:







Rota:


sexta-feira, 10 de março de 2017

São Marcos.RS A cidade do Monte Calvário.Mar.2017


Como agora ando por Caxias, numa tarde de folga dessas resolvi visitar a vizinha São Marcos, cidade da qual nada sabia, apenas que possuía uma igreja com uma cruz imensa em cima, ao menos era a idéia que tinha através das fotos do Google. Trinta kilometros percorridos, numa estrada estreita na
encosta de um morro, e vamos chegando na cidade, que parece muito desenvolvida para uma cidade de menos de 20 mil habitantes. Uma bonita igreja central, em frente uma bela praça, com um chafariz, casa do artesão, e muitas arvores. Mas meu objetivo era a tal igreja, e é só olha pra cima que se vê, aquela cruz imensa, no topo de um morro a fazer plano de fundo para a cidade, podendo ser vista de praticamente qualquer ponto da cidade, como um farol sobre a cabeças dos Sâo Marquenses.  E la vou eu em direção a cruz e na verdade é uma espécie de parque, bem arborizado, com uma via sacra, ou monte do calvário, com
muitas estatuas de pedra, com passagens da via sacra, e lá bem no alto do morro, uma gruta com uma cruz descomunal em cima. Um monumento realmente marcante e imponente. Acredito que toda cidade deveria ter algo assim, eleva o moral do povo, e é um baita atrativo turístico (pelo menos pra mim). Deu para tirar boas fotos no alto do morro, que é bem
próximo ao centro da cidade. Depois dar mais uma andada pela cidade, e ir embora, com direito a tirar foto do pórtico, de uma gruta encravada num paredão de rocha, que fica na estrada de acesso, e da igreja do Distrito de Pedras Brancas, que se vê antes de chegar a São Marcos. A igreja é simples, mas do lado de fora existem construções de ferro, bem peculiares, que não pude decifrar, deve ser alguma obra de arte, mas é bem legal. Então essa foi São Marcos, mais uma bela cidadezinha da serra gaúcha.



Mais fotos de São Marcos


Monte Calvário


Chafariz da praça central

Igreja de Pedras Brancas


Esculturas em frente a Igreja de Pedras Brancas


Gruta

Rota:



Taquari.RS e seus encantos. Mar.2017


Nessas muitas andanças por esse nosso Rio Grande, um local que cruzo seguido é Taquari, mas confesso que conhecia somente o pórtico, e nunca havia ouvido falar nada da cidade. Já havia  escutado muito das cidades próximas como Rio Pardo e Triunfo, mas Taquari nada. Até havia tirado uma foto, péssima por sinal, do pórtico num dia nublado, publicada no blog cenasperdidas.blogspot.com.br em outubro de 2016, e por isso sentia tinha que me redimir com a cidade, pelo menos fazer uma visita mais decente. E surgiu a oportunidade, numa das idas e vindas entre a Serra e Região central do estado.  O dia estava bonito, e o plano era passar por Taquari, seguir para Maratá e Brochier. Mas o transito estava muito pesado e cheguei atrasado em Taquari la pelas 16 e 30 já, e a primeira impressão da cidade não foi das melhores. Transito muito confuso, ruas estreitas e cidade mau sinalizada. Antes de chegar na cidade se vê placas indicando os pontos turísticos, como Casa Costa e Silva e outros, mas no centro não vi nenhuma placa. Tirei umas fotos das igrejas que vi pelo caminho, e quando já ia ir embora, desanimado sem ter visto nada que valesse a pena, resolvi pedir informações para um casal que estava em frente a uma igreja.
E me indicaram a Casa Costa e Silva no centro atrás da prefeitura. E Me fui! E surpresa foi boa, em frente a prefeitura uma bela
praça, 
com uma igreja, rodeada por uma grande variedade de casarios antigos. Um deleite para quem gosta de arquitetura colonial portuguesa (meu caso). Fui até a Casa Costa e Silva, que estava fechada, e a fachada do prédio não inspira muita coisa, uma casario simples, não vi muita graça, pelo menos assim de fora. Mas mais adiante no final da rua vi um belo lago,
parecendo uma miragem a se abrir em frente a meus olhos. Num impulso segui caminhando em direção ao lago e eis que se descortinar em frente a meus olhos o Lago Armênia. Que Lugar! Um belíssimo lago, bem no centro da cidade, repleto de arvores, e atrativos interessantíssimos, como um barco atracado, de nome Tia Helena. Um Barco que acredito eu simbolize a importância histórica no povoamento do Rio Grande através do Rio Taquari (se não for isso, ficou bonito explicar assim). Só isso já é lindo, mas tinham outras construções, umas casinhas dentro do lago, abrigando patos e outras aves. Nunca tinha visto nada parecido.
Mais a frente uma réplica de uma vila antiga, que me pareceu muito semelhante as casinhas do Quadrado de Trancoso, e assim a medida que caminhava fazendo a volta no lago, novas maravilhas e encantos. Mas o tempo era curto, e estava anoitecendo. Perdi muito mais tempo que o
planejado, mas valeu a pena, e Maratá e Brochier terão que ficar para depois, pois Taquari mereceu uma visita mais calma, para desfrutar seus encantos. Então fica a sugestão, se cruzar pela RS287, reserve um tempinho para conhecer essa cidade, e curtir um tempo passeando por suas ruas de casas antigas, e desfrutar das paisagens do Lago Armênia, acredito que não irá se arrepender.







Mais fotos de Taquari:







Rota: